Autoridade
para o compliance officer é a
capacidade de convencimento, mobilização e comprometimento em práticas que
logram obter a mimese entre realização empresarial e conformação legal e
moral. Sendo o compliance essencialmente um exercício sistemático de normatividade
(autorregulação regulada), há (in)fusão (mimese) de instrução (injuntiva e
prescritiva) numa narrativa (a trajetória memorável de uma atividade humana num
enredamento dos acontecimentos para ser-o-que-tiver-que-ser ao fim e ao
cabo). O sistema de gestão de compliance produz uma narrativa
sistematicamente documentada. Isso
porque existe uma diferença lógica entre mundos possíveis, que são vários
[multiverso]; e mundo atual, que é universal.
Todo perigo abre o mundo para diferentes narrativas possíveis.
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
Pensando & Conhecendo XII
Este é o desafio do compliance: se, num risco, há diferentes
narrativas possíveis para a mesma imputação que seja estigmatizante, como
estabilizar a reputação da organização em sua trajetória imaginária? Compliance
é antecipar-se à sanção já antecipada.
Ao executar rotinas protocolares, documenta-se sistematicamente uma
narrativa cujo enredo seja o curso imaginário dos perigos enfrentados e
superações logradas. Este curso é
concebido na política instituída pela alta administração e manifesto em
discurso e objetivos institucionais. E
este curso resgata a atualidade para a imputação. É desse modo (linguístico e historiográfico)
que o compliance protege a reputação
da organização. Narrativa documentada é
um acervo de evidências historiográficas que se prestam para testar hipóteses
de conduta moral ou legalmente conforme.
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