Byung-Chul Han apropriou as sociedades europeias medievais, modernas e contemporâneas respectivamente pelo martírio, disciplina e desempenho. O que, por um signo, as identifica e em sincronia as diferencia como épocas? Dor é signo. Pelo martírio, a dor é gloriosa, purificação ou expiação. Pela disciplina, condicionamento ou formação. Mas para o desempenho, a dor é absurda; má per se, só pode significar disfunção.
terça-feira, 27 de julho de 2021
Pensando & Conhecendo XXXII
Pensando & Conhecendo XXXI
Para se conhecer nexos causais, há uma interessante distinção a ser considerada entre dois tipos de proposições: as categóricas e as téticas. As proposições categóricas expressam relações. “Eu vi algo e era azul”. As duas proposições são categóricas: na relação em que uma visão se deu, mostrou-se de algum modo, enquanto a visão e a mostra sejam aí incondicionais: Eu sempre vejo isso ou aquilo; conquanto algo seja sempre assim ou assado. As proposições téticas, por outro lado, não lidam com relações, mas com disposições. As constatações são téticas: “Algo azul estava diante de mim”. As proposições categóricas apresentam um acontecimento e apontam para a noética: o aparecimento de sentido; enquanto as proposições téticas apresentem um dado e apontem para a hilética: o aparecimento de corpos.
É visão o sentido ideal (um valor sensorial de cor) que se doa ao que nos é dado pelo ambiente de cujo horizonte de indeterminação o evento percebido se nos destaca à consciência. E é nesse sentido avaliativo que há a identificação sensorial do percebido como uma totalidade – algo azul - ao que nos é dado à percepção – a noética, que é sempre parcial e dependente de uma perspectiva do próprio corpo – a hilética. Na nuance conceitual entre assertiva noética/categórica e hilética/tética se pode compreender as hipóteses para além do estrito contexto metodológico, mas como necessidade neguentrópica do conhecimento entre a vivência pessoal (para si) ainda que amplamente compartilhada e o que seja real (para todos).
segunda-feira, 5 de julho de 2021
domingo, 4 de julho de 2021
Pensando e Conhecendo XXX
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Defesa de tese de doutorado e titulação acadêmica em 11/06
PPGD/UERJ
Cartéis e Cooperativas: a agência epistêmica face o argumento de autoridade
Orientador Prof. Dr. Artur Gueiros
Banca: Profs. Drs. Carlos Eduardo Japiassú, Jorge Câmara, Renato Moraes e Ana Frazão.
Pensando & Conhecendo XXIX
A realidade é o que aproxima a metafísica da epistemologia. Por definição, a metafísica é o estudo dos vários problemas filosóficos sobre a realidade. Conquanto a epistemologia seja o estudo dos vários problemas filosóficos sobre as tentativas de conhecer a realidade. No campo dos conhecimentos empíricos, a distinção entre metafísica e a epistemologia é bem mais fácil de ser percebida, porque ela se mostra cogente numa delimitação metodológica. A empiria descarta de sua alçada cognitiva qualquer saber que não possa ser rigorosamente certificado por alguma observação sensorial em articulação com a sistematização matemática. Mas, isso não resta nada evidente, quando se trata da hermenêutica.
Eu
posso dar voltas e mais voltas coerentes, mesmo sem nunca tocar num eixo
teológico, porque em seu fundamento último emerge o mistério. Mas em ciência, não há mistério em seu
fundamento. Há desconhecimento. A pergunta fundamental da epistemologia não é
o que se conhece do que se sabe. Mas, é
o que não se conhece do que se sabe.
Sabemos das funções lineares da geometria analítica que, no limite,
nenhum dos infinitos raios tocará o eixo de um círculo, pois sempre se
desconhecerá este ponto infinitesimal; mas é na existência desse limite que
toda roda gira.
sexta-feira, 28 de maio de 2021
Pensando & Conhecendo XXVIII
O início de pensamento é o espanto, o assombro, o abismo, mas não a crença. Explicar já não é pensar. É raciocinar, o que sempre é reflexivo; não é inflexivo como o pensamento de onde emerge uma crença já como linguagem. Criar linguagem faz parte da atividade filosófica, um desdobrar em pensamento. A estranheza não se confunde com invalidade veritística. A lógica contemporãnea é capaz de lidar até mesmo com a esquizoanálise de Deleuze. Bastante entender que se trata de proposições antifundacionistas, o que o coloca dentre pensadores coerentistas. A discussão entre coerentistas e fundacionistas rebate até hoje na regressão ao inifinito exposta por Blaise Bascal ainda no XVII.
Se não acompanhamos um texto escrito por alguém não o faz necessariamente obscuro, é preciso primeiro distinguir se ele apresenta algum fundamento, ou se não, alguma coerência. Quando se está criando linguagem, isto leva tempo e requer paciência do leitor. Pois a medida do pensamento não é dada pela nossa capacidade de acompanhar a linguagem emergente por quem está pensando.






