Hoje,
uma gestão correta em termos de imputação penal é aquela em que se pondera a
expectativa de ganhos excelentes com a possibilidade de perdas
insuportáveis. Emergiu uma qualificação para a gestão. Não basta
gerar resultados positivos. Essa positividade precisa ser sustentável
haja vista múltiplos sentidos sócio-ambientais plasmados em figurações
transversais ou imbricadas, que são conceituadas como stakeholders:
os diversos atores sociais afetados ou envolvidos nessas atividades
organizadas.
Quanto
à integridade moral das empresas contratantes com entes públicos, não se trata de
necessidades fixas em atividades de natureza criminológica ou criminogência
representadas por construções abstratas em um texto injuntivo de salvaguarda do
interesse público. Tampouco se trata de
negar essas construções, mas em reconhecer que também se lida com
narrativas. E toda narrativa é dialógica,
senão se reduz a discurso.
Integridade é plano comum em padrões
imbricados e proliferantes, não tanto uma questão de processos lineares com
resultados previstos para serem corretos.
Transversalidade implica numa força analisadora com potencial para
desestabilizar o que esteja naturalizado como certo ou errado; o que for dado
num “assim mesmo”; é indiciar a iniquidade que caracterize relações de poder e
dominação numa organização empresarial, sem, no entanto, pressupor que todas as
empresas possuam os mesmos padrões corporativos por uma hierarquização
preconcebida das diferenças. A
transversalidade em toda integridade implica menos em dizer o que deve ser
feito para se perguntar sobre como fazer.