Grupo de Estudos GAIA CIÊNCIA
De pensamento contemporâneo
Previsão de Ciclones
objeto
Há padrões em linguagens que, na cumulação dos pensamentos, vão variando significativamente de uma época para outra. A previsão de ciclones apresenta atravessamentos pelos campos da ética, estética e lógica no Século XX com os quais poderemos notar variações entre o pensamento típico do séc. XIX e o do séc. XXI mesmo que iniciantes em Filosofia. E perguntar-nos se afinal ainda tardamos na modernidade, ou se já passamos para outra época ainda por ser classificada.
Objetivo
Pensar é um deslizamento súbito que acontece em linguagens entre a percepção e a compreensão; mundo e existência. Este grupo de estudos se propõe dar condições para o participante reconhecer seus pensamentos de outras atividades mentais que com eles se confundem no dia-a-dia: o raciocínio, o argumento, o discurso, o cálculo, o plano, o palpite, a oração e o solilóquio. E, mais do que isso, cultivar a atividade de pensar.
Metodologia:
Gaia Ciência é uma expressão que dá título a um livro de Nietzsche. Ela também aparece em três outros livros dele: Além do Bem e do Mal, Genealogia da Moral e Ecce homo. É um saber alegre (Fröhliche Wissenschaft): amálgama da habilidade e da liberdade.
A expressão gai saber que inspira Nietzsche designa a arte dos trovadores provençais aos quais se atribui a origem do que conhecemos por poesia. Gai saber é arte devotada ao espaço aberto, à aventura e à paixão, sem o quê os falantes do português - esta língua herdada de cavaleiros poetas -jamais teriam aportado por estas praias.
Gaia Ciência é um convite para resgatarmos a Filosofia das penumbras silenciosas em bibliotecas e da vida sedentária que a dedicação acadêmica parece enclausurar o seu imaginário.
É algo que Nietzsche poderia valorizar: a iniciativa de levar um grupo de estudos sobre pensamento contemporâneo às mesmas areias que os lusitanos alcançaram com seu gai saber e onde se encontram os que esperam que ciclones tragam ondas para se lançarem ao mar.
O participante poderá se perguntar sobre as questões:
ü Como a performance prevaleceu sobre a disciplina?
ü Por que aumentou a incidência de transtornos psíquicos?
ü Existe diferença entre calcular riscos e lidar com incertezas?
ü Por que ainda nos sentimos inseguros em ambientes saturados de funcionalidade?
ü Por que quanto mais celebramos a nossa autonomia, aumentam os procedimentos, protocolos e regulamentos nos ambientes em que estamos?
ü Com tanta informação sendo gerada e disponível, aumentaram as contradições?
ü Quais as verdades acerca dessa simples palavra, “eu”?
ü As artes se antecipam ao conhecimento empírico acerca dos acontecimentos de uma época?
ü Qual a diferença entre os bens éticos e estéticos no bem estar?
ü Há mesmo relação entre verdade, beleza e bondade?
ü Há diferença entre cuidado e responsabilidade?
Arquivos em pdf e links de videos serão disponibilizados para que se permita a melhor experiência do seu drop.
Participantes
Graduandos e graduados. Não há necessidade de conhecimento prévio em Filosofia.
A Previsão
de Ciclones
Primeiro suel: Século XXI
Sudoeste
Direitas: Da sociedade disciplinar à sociedade da performance
Esquerdas: A lógica
da moral sem mundo
Terral
Direitas. O bem estar bulímico.
Esquerdas. Disrupções desejadas e incertezas
apavorantes.
Segundo suel: Do Ego cartesiano à descentração do Eu
Sudoeste
Direitas.
Da Divina Comédia ao Sonho de um Homem Ridículo.
Esquerdas. A maquinação e a mortalidade.
Terral
Direitas. Razão, vontade e desejo
Esquerdas. O self e o totalmente outro
Terceiro suel: O Sublime e os múltiplos sentidos
da experiência sensorial
Sudoeste
Direitas. Representação e
realização: da proporção áurea à Gestalt do objeto
Esquerdas. Obra e suporte: Pablo Picasso e Raul Cortazar
Terral
Direitas. Padrões e
desconstruções: Piet Mondrian e Ferran
Adriá
Esquerdas. Sensações e narrativas: Antonin Artaud e Vik Muniz
Quarto suel: A
lógica, o Fenômeno e a Estrutura
Sudoeste
Direitas. O problema de Gettier e o diálogo
inconclusivo
Esquerdas. A dialética negativa
(Adorno) e o imaginário social instituinte
(Castoriadis)
Terral
Direitas. As pragmáticas continente (Habermas) e nômade (Deleuze)
Esquerdas. Corpo: campo fenomênico
(Merleau-Ponty) e objetalidade (Winnicott)
Orientador:
Guilherme
Krueger


